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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Mera coincidência?

Mera coincidência ou não, notei algumas sutis semelhanças em Turma da Mônica Jovem 8 e o universo de Holy Avenger/Victory. Para quem não sabe, desde a 6a edição, Marcelo Cassaro vem roteirizando para o Turma da Mônica Jovem. Para os entendidos, é de autoria de Marcelo Cassaro o roteiro de Holy Avenger (que sobreviveu á 40 números, dois extras além dos especias, em pleno solo canarinho)assim como a criação e também roteiro de Victory, esta última com o objetivo de se lançar nos EUA e que, ao contrário de Holy Avenger, era toda colorida(magistralmente, diga-se de passagem, por André Vazzios).

Num projeto que vinha sendo estudado a muito tempo, em agosto do ano passado é lançado causando estardalhaço a primeira edição da revista apresenta os eternizados pequeninos de 7 anos à mais de 4 décadas, agora crescidos, com suas dúvidas, medos e paixonites. A escolha por um traço dito "mangá" não foi por acaso, nem o projeto da revista, publicado nas suas cento e tantas páginas de papel jornal, semelhante à configuração física do mangá. Audacioso e inexperado foi esse acontecimento, e para Maurício de Sousa não sobraram críticas contra e a favor da parte de uns tantos inconformados, crescidos ou não, leitores de anos e anos.

Pois bem, pareceu-me que nos primeiros números Turma da Mônica Jovem ainda tentava encontrar um caminho, uma razão de ser. Muito titubeante, em alguns momentos parecia mais infantil que a série original, com eles crianças. Alguns solavancos no enredo como o final do saga "quatro dimensões mágicas", onde o astronauta aparece, levantavam o ritmo mas ainda assim faltava algo, como me pareceu que a edição 5 ficou solta entre o término dos eventos da primeira parte e início do eixo mais recente, inspirado no clássico A Princesa e o Robô. Porém nota-se uma evolução a partir da sexta edição tanto em traço quanto em roteiro, onde os dois parecem estar unidos e falar uma mesma linguagem: o mangá. Deixo a discurssão se o resultado disso tudo pode ser considerado mangá ou não e o que implica a classificação mangá brasileiro para uma outra vez. Agora quero me deter em outro aspecto, focando a última edição de Mônica Jovem, a 8.

É cebolinha... Se uma dentuça já era difícil...imagine duas!

Temos filmes como Kill Bill vol. I e II(2003-04, de Quentin Tarantino)que são vastos em referências e se analizados fora do contexto não serão entendidos em toda sua magnitude. Como citado no blog Homem-Nerd, esse volume de TMJ(Turma da Mônica Jovem) revela "influências mais sutis, porém significativas, dos mangás de ação, além de justas homenagens aos tokusatsus e Star Trek", porém podemos agregar mais à lista de referências, e não precisamos ir muito longe, até o outro lado do planeta. É mais perto, e simples. Ou não?

Pois bem. Comecemos pelo começo, literalmente. Logo nas primeiras páginas, enquanto lia TMJ8, deparei-me com uma imagem muito semelhante à algo que já havia visto. Pensei: "...parece aquele negócio... concerteza já vi isso..." Então fuçando as edições VR de Holy Avenger para mostrar aqui, eis que acho, e surpreendido com um sorriso no rosto concluo: "caraca...é mesmo...!" Nota-se que não seja idêntico, mas sim muito parecido:

Segundo: De certa forma, o andróide pulsar me lembrou o paladino(ambos totalmente revestidos) por esses motivos:

1)a grande quantidade de poder que os dois possuem: O Paladino possui as 20 gemas do poder, cada qual onde fora depositada uma parcela de energia dos 20 deuses do Panteão; Para se construir um Andróide Pulsar é necessário destruir uma quantidade absurda de galáxias(ainda vou rever e por os dados certos);

2)pela forma de tratamento: Paladino:"cuide-se bem, milady."(Holy Avenger VR, ed5, atepenúltima folha); Andróide Pulsar:"minha amada princesa..."(Leiam TMJ, 6-8);

3)Primeiro: os dois foram banidos ou postos em espécie de exílio, ressurgindo através de uma bela donzela, nesses casos, Lisandra e Mônica(e, haha... ambas estavam com as roupas em trapos, rasgadas nas primeiras aparições do Andróide e do Paladino. Tudo bem, a roupa de Lisandra sempre foi desse jeito, mas ainda assim não pude deixar de escrever quando notei).

Segundo: E... Hm, os dois estavam escondidos... Paladino na ilha Galrasia, numa gruta ou caverna, e o Andróide Pulsar, no "posto mais distante do império Karoton, planeta sol-4".

semelhança nas roupas rasgadas

Os heróis e suas donzelas

Terceiro: Para mim, essa foi a mais gritante. A gigantesca espada pulsar, com mais de 3km de comprimento, compara-se à Brenda, artefato avatar de Vitória, Semideusa detentora de metade de um poder infinito da mini-série Victory, em escala de destruição. Enquanto o Andróide Pulsar varre as estrelas destruindo naves estelares com sua ostentosa espada, Vitória converte matéria de estrelas em energia para usar o Morte Estelar, matando assim um deus-monstro lovecraftiano de Arton, K'thanoa.

a imensa espada do andróide pulsar...

Quarto: Este último fica a termos de comparação: Lorde Kamen de TMJ, em sua pose e armadura me lembrou muito Mestre Arsenal, de Holy Avenger...

Tronos e armaduras, modo de falar...e Kamen não vem de Kamen Rider?

Quinto: Voltemos um pouquinho... Edição #1 Turma da Mônica Jovem, pág 45... Holy Avenger #1. Dois protagonistas, mãos bobas, situações fruto de uma queda, mal entendido...

Olha a mão boba! Forçado demais ou coincidências demais?

Sexto: 1) referências nacionais postas de lado: a cena das armas mostradas à mônica não lembra as prateleiras infinitas de armamentos apresentadas à Neo por Morpheus em Matrix? O cenário também é igualmente vazio, contemplativo...

2) a energia gerada pela princesa Mimi parecia e muito uma Genki-Dama...

12 comentários:

Thor ²² disse...

Gostei muito do comentário, pena que nao gosto de HA e nem TM =D

OrK disse...

Para quem acompanhou outros produtos do Cassaro sabe muito bem da fama que tem....então não, pra mim não é mera conhecidencia...é mera cópia mesmo...

Wallax disse...

Putaqueopariu, quanta besteira. é muito buscar pelo em ovo. Leia Spawn, HA e Corporacao infinito para ver as semelhanças. Leia Wildcats, X-men. Obvio que o autor traz seu estilo.

mas é cada forçada de barra absurda.

Ainda bem que o cara consegue sair do circulo nerd e sobreviver numa boa. Depois nego nao sabe pq nao tem porra nenhuma produzida no brasil.

só tem nerd babaca aqui mesmo...

The FreExpressioNanquin disse...

Estilo para escrever é uma coisa... O roteirista tem seu jeito de contar histórias, algo próprio dele, como interpretar emoções e transcrever sentimentos.
É por atitudes como contentamento em semelhanças que no universo dos quadrinhos perpetuou por muito tempo(e ainda paira em grande escala)o super-universo, onde uma criação não passa de cópia ou releitura de outra...
Foi aqui citado essas semelhanças não como modo de desprezar a criação do autor, mas a gosto de curiosidade somente.

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The FreExpressioNanquin disse...

Entenda-se como "super-universo" as histórias de super-heróis...

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HENRY MANGAKA disse...

BLOG DE UM POST SO?
QUERO LER MAIS GALERA, ENTAO MAOS A OBRA?

GG disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
GG disse...

Achei muito legal esse destaque à série Holy Avenger, uma das melhores obras dos quadrinhos nacionais em um bom tempo. Acompanhei todas as 42 edições mais edições especiais e posso garantir a primazia da saga.
É o que afirmo, o solo brasileiro é lar de muitos grandes roteiristas e desenhistas, basta que lhes dêem lápis e papel e tornarão o branco das folhas sulfite todas as cores da vida.
Cassaro é um bom exemplo disso. Seu sucesso é justificado pelas suas histórias, e o reconhecimento começa a surgir dentro do país, afinal!
Espero que este seja apenas o primeiro passo para uma história de sucesso na criação de histórias nacionais.

[quadrinhospraquemgosta.blogspot.com]

Melkor Mancin disse...

@GG

Discordo, o solo brasileiro é lar de muitos grandes desenhistas, e ponto final.

Tá pra nascer um bom roteirista nessa terrinha.

GG disse...

Muito pelo contrário.
Roteirista bom, o Cássaro é, porém, entendo o que disse, Melkor, porque falta ainda uma característica vital nele e nos demais roteiristas nacionais AINDA, que é a visão de seguir em frente com as histórias. Por despreparo, o roteirista que tem sucesso acredita que tem que continuar com o mesmo estilo de trama para atrair leitores, o que não dá certo, como mencionei na crítica do meu site sobre a HQ 'Homem-aranha: potestade'.
Mediante um bom preparo, não há limites para a criação nacional, mas precisa dessa estrutura antes.
O que elogiei pelo meu comentário é a iniciativa de trazer outros roteiristas nacionais mais conhecidos para se formar novas parcerias.
Este é só o começo. Não nos esqueçamos que os quadrinhos nos Estados Unidos, Inglaterra e etc começou de maneira caseira e rudimentar para então evoluir e chegar ao estado que estão hoje.
Não deboche dos roteiristas nacionais, porque deles é que devem surgir as histórias a serem escritas. E há muitos bons sim, como é o caso de Samicler Gonçalves, autor do Cometa, e Fábio Yabu, autor dos quadrinhos infantis dos Combo Rangers. Cada um é muito bom para seu público-alvo. Basta que surjam mais nas mais diversas áreas para que começe o reconhecimento.

[quadrinhospraquemgosta.blogspot.com]

ivanovish disse...

interresante esse aew

cara por favor onde posso baixar victory contra ataca?

se possivel poste no blog

Fernando Brauner disse...

não esqueça da classic aleão negro